Afogando-se na chama
Sentia-me contente por não estar apaixonado, por não estar contente com o mundo. Gosto de estar em desacordo com tudo. As pessoas apaixonadas tornam-se muitas vezes susceptíveis, perigosas. Perdem o sentido da realidade. Perdem o sentido de humor. Tornam-se nervosas, psicóticas, chatas. Tornam-se, mesmo, assassinas. — Charles Bukowski

Breve relato sobre a minha vida

terça-feira, 25 de abril de 2017


Depois que eu percebi que falar de você mesmo é uma coisa complicada até para as pessoas mais capacitadas do mundo, eu resolvi arriscar e aqui estou. Me desculpem por talvez essa postagem ficar uma verdadeira bagunça, mas eu sou isso (bagunçada e chata). Essa vai ser uma ótima oportunidade para que cada leitor me conheça um pouco melhor e que se decepcionem por talvez eu não ser quem algumas pessoas queriam que eu fosse.

Eu nasci em uma cidade tão pequena que nela não cabia nem os meus mais pequenos sonhos, era como se eu me sentisse sufocada ali, pois todos me conheciam e eu sempre sofria com as mesmas bobagens, nada mudava, as pessoas continuavam as mesmas e eu continuava sempre com a mesma cansada e chata rotina. E continua sendo assim até hoje, poucas coisas mudaram na minha vida, sempre sonhei em morar em uma cidade grande onde o contato com pessoas diminuíssem e eu pudesse viver minha vida sendo eu mesma. Não que eu odeie as pessoas que nessa cidade habitam, mas simplesmente não gosto de cuidem de mim como se eu ainda fosse uma criança sem opinião própria e bom, isso é um habito do povo da cidade pequena. 

Para melhorar a situação, meus pais se separam quando eu tinha apenas sete anos de idade, minha irmã mais nova tinha acabado de nascer e minha mãe acabou sendo pai e mãe para conseguir organizar a casa e as nossas vidas. Eu sentia muita falta do meu pai, pois era muito apegado a ele e mesmo que algumas vezes a gente saísse juntos, não era o suficiente, parecia que a casa estava ficando cada vez mais vazia sem o mesmo, mas era um alivio pois ela também ficou mais tranquila, sem brigas e sem dores de cabeça para minha mãe... Resumindo, minha infância não foi tão agradável quanto a de outras pessoas que eu conheço, mas agradeço muito por ela e por todas as coisas que eu aprendi nesse meio tempo. 

sobre livros e sebos

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sebos sempre me remeteram a lugares onde a nostalgia e a curiosidade está presente. São lugares onde além de pagar metade do preço que você pagaria em lojas como a submarino ou saraiva, você entra em contato com diversos tipos de literaturas. 
Aqui na minha cidade não tem livrarias físicas, somente uma banca e um sebo, os dois são da mesma dona. O sebo é bem simples e pequeno, de primeira vista você pode pensar que há poucas opções de escolha, mas conforme você começa a explorar e revirar as estantes, é possível encontrar coisas históricas e incríveis. 
Trouxe aqui para vocês alguns dos livros que comprei no sebo da minha cidade.

L'ANATOMIE EN POCHE (1927)

Sempre gostei de livros velhos, aqueles com a lateral gasta, as páginas amareladas e com anotações nos cantos das páginas. Eles me despertam curiosidade, imagino quem era seu dono, e quem era o dono anterior a ele. Imagino por onde ele tenha passado, quantas pessoas já leram suas histórias, e o que acharam dela. Não foi diferente quando eu encontrei esse livro perdido em meio há tantos outros em promoção. Paguei cerca de R$1,50, e o preço também me impressionou. Ele é um livro de anatomia de bolso (l'anatomie en poche).

Pesquisei o nome do autor, Victor Pauchet, e encontrei sua página na Wikipedia. Ele foi um cirurgião francês que viveu entre 1869 e 1936, foi muito influente e ficou conhecido por ter escrito inúmeras inovações técnicas nessa área.


Ele tem algumas escritas a lápis na ultima página, toda em francês (imagino eu). Na primeira página há um selo indicando uma livraria do Rio de Janeiro, além de uma datação de um ano depois do ano da publicação do livro. Rio 3/9/1927. Ele está bem gasto nas laterais, e foi remendado algumas vezes com fita e linha.

SHAKESPEARE - TRAGÉDIAS (1978) 

Esse livro reune algumas das obras trágicas de Shakespeare. Entre essas tem a minha preferida, Hamlet, uma peça que conta a história do principe Hamlet, esse que tenta vingar a morte de seu pai. Mas há outras como Romeu e Julieta, Macbeth e otelo, o mouro de veneza.

Assim como as outras publicações da editora Abril, esse livro é extremamente bem trabalhado. As bordas das folhas são douradas, a capa é dura e com relevo, além das ilustração na contra capa. Paguei cerca de R$9,00, não mais que isso.

HISTÓRIAS EXTRAORDINÁRIAS (1978)  


Já comentei dessa edição simplesmente maravilhosa no meu blog pessoal. Acho que, de todos os livros que tenho, esse com certeza é o meu preferido. Não somente por ser do Edgar Allan Poe (o que é totalmente relevante), mas essa edição é magnifica. A capa, apesar de um pouco gasta, tem um tom de preto fosco com os desenhos em dourado, nas primeiras páginas há a foto e uma mini-biografia do autor, e a contra capa exibe uma ilustração -maravilhosa, por sinal- de um cemitério. Reúne seus contos mais famosos, como O gato preto, O poço e o Pêndulo, O coração delatador e o Os crimes da sua Morgue. Não lembro exatamente quanto paguei, mas não passou de R$10,00.

A DIVINA COMÉDIA (1978) 


Em questão de ilustrações, este com certeza é o mais bonito da minha estante. Tem várias ilustrações ricas em detalhes e com significados referente ao inferno e a aceitação divina. A Divina Comédia é um poema da literatura italiana, escrito por Danta Alighieri no séc XIV. Ele é dividido em três partes: Inferno, Purgatório e o Paraíso.

Enfim, o post ficou um pouco curto, ainda tenho alguns outros livros para postar. Espero que tenham gostado da postagem. Até mais.